{"id":2581,"date":"2016-08-22T01:00:48","date_gmt":"2016-08-22T01:00:48","guid":{"rendered":"http:\/\/revistacentro.org\/?page_id=2581"},"modified":"2016-08-23T19:53:48","modified_gmt":"2016-08-23T19:53:48","slug":"aiweiweipt","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/aiweiweipt\/","title":{"rendered":"AI WEIWEI e as ambiguidades do artefato"},"content":{"rendered":"<div id=\"x-section-1\" class=\"x-section\" style=\"margin: 0px; padding: 0px;  background-color: transparent;\" ><div id=\"\" class=\"x-container\" style=\"margin: 0px auto; padding: 0px; width: 100%;\" ><div  class=\"x-column x-sm x-1-1\" style=\"padding: 0px; \" ><img  class=\"x-img x-img-none\" style=\"width: 100%; padding: 0px 0px 0px 0px !important;\" src=\"https:\/\/revistacentro.org\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Coloured-Vases-2015.jpg\" ><\/div><\/div><\/div><div id=\"index\" class=\"x-section\" style=\"margin: 0px; padding: 0px 0px 45px;  background-color: #ffffff;\" ><div id=\"\" class=\"x-container max width\" style=\"margin: 0px auto; padding: 0px; \" ><div  class=\"x-column x-sm x-1-1\" style=\"padding: 0px; \" ><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 60px 0 0 0;\"><div id=\"\" class=\"x-text none\" style=\"\" ><h1><span style=\"color: #000000;\">Ai Weiwei e as <\/span><\/h1>\n<h1><span style=\"color: #000000;\">ambiguidades <\/span><\/h1>\n<h1><span style=\"color: #000000;\">do artefato<br \/>\n<\/span><\/h1>\n<\/div><div id=\"\" class=\"x-text none\" style=\"\" ><h3><span style=\"color: #808080;\">Um sobrevoo sobre a obra de Ai Weiwei, <\/span><\/h3>\n<h3><span style=\"color: #808080;\">exibida em mostra panor\u00e2mica londrina<\/span><\/h3>\n<\/div><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 6px 0 0 0;\"><div id=\"\" class=\"x-text none\" style=\"\" ><h6>TEXTo <span style=\"color: #808080;\">Marcio Junji Sono<\/span><\/h6>\n<\/div><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 40px 0 0 0;\"><\/div><\/div><\/div><div id=\"index\" class=\"x-section\" style=\"margin: 0px; padding: 0px 0px 45px;  background-color: #ffffff;\" ><div id=\"\" class=\"x-container max width\" style=\"margin: 0px auto; padding: 0px; \" ><div  class=\"x-column x-sm x-1-1\" style=\"padding: 0px; \" ><div  class=\"x-columnize\" >\n<p>O fim. Este primeiro n\u00famero de Centro trata de escatologia e, perante a ideia de fim, podem assaltar a mente imagens de civiliza\u00e7\u00f5es soterradas pelo tempo, devastadas pela hist\u00f3ria \u2013 esta publica\u00e7\u00e3o enfatiza o olhar sobre a cidade, afinal de contas.<\/p>\n<p>\u00c0 parte o papel que os tornou circunstancialmente relevantes ou at\u00e9 necess\u00e1rios em termos de preserva\u00e7\u00e3o f\u00edsica de rel\u00edquias e artefatos, os grandes museus de hist\u00f3ria e patrim\u00f4nio cultural (locais onde esperamos, por excel\u00eancia, encontrar ind\u00edcios dessas civiliza\u00e7\u00f5es) t\u00eam em comum algo de fundamentalmente ultrajante: de pe\u00e7as t\u00e3o pequenas quanto detritos aos majestosos portais de Ishtar, cole\u00e7\u00f5es intermin\u00e1veis de tesouros \u2013 ami\u00fade de civiliza\u00e7\u00f5es ancestrais do m\u00e9dio e do extremo orientes \u2013 s\u00e3o secularmente reunidas e exibidas por organiza\u00e7\u00f5es como Pergamon, National Museum, British Museum e quetais.<\/p>\n<p>Dada a popularidade desses centros, \u00e9 de se supor que a poucos ocorra uma sensa\u00e7\u00e3o de revolta e despeito perante essas imensas exposi\u00e7\u00f5es de bens tomados como despojos (de guerra ou de preponder\u00e2ncia cultural), espoliados mais ou menos violentamente (desde a viol\u00eancia \u00f3bvia, b\u00e9lica, at\u00e9 aquela mais insidiosa, silenciosa, do poder econ\u00f4mico e cultural). <\/p>\n<p>Visitar uma dessas institui\u00e7\u00f5es tem um qu\u00ea de visita a um antigo gabinete de curiosidades m\u00f3rbidas ou de profana\u00e7\u00e3o de t\u00famulo suntuoso (at\u00e9 porque sarc\u00f3fagos n\u00e3o faltam); adentra-se sal\u00f5es em que est\u00e3o cuidadosamente dispostos \u00edndices da finada riqueza alheia, apropriados sob pretexto de conserva\u00e7\u00e3o de patrim\u00f4nio, exibidos como \u00edndices da cultura mundial que s\u00e3o, e tacitamente convertidos em evid\u00eancias de uma preocupa\u00e7\u00e3o multicultural por parte dos socialmente endividados pa\u00edses ricos (os \u00faltimos grandes imp\u00e9rios, talvez).<\/p>\n<p>Caminhando n\u00e3o muito a sudoeste do British Museum, chega-se \u00e0 Royal Academy of Arts, que no \u00faltimo outono londrino exibiu mostra panor\u00e2mica de Ai Weiwei, com curadoria de Adrian Locke e Tim Marlow. <\/p>\n<p>A quem acomete aquela revolta descrita acima, a visita era mesmo uma boa pedida para uma \u201cdescompress\u00e3o\u201d \u00e0 sa\u00edda do British Museum: o sentimento de indigna\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s v\u00e1rias rel\u00edquias mostradas pelo museu hist\u00f3rico pode se vingar \u00e0 vista de outras (v\u00e1rias, inclusive, das mesm\u00edssimas era e cultura) que Ai Weiwei literalmente dilacera para utilizar em suas obras. Prazer grandemente amb\u00edguo, \u00e9 claro. <\/p>\n<p>Nada como uma preciosa coluna chinesa da dinastia Qing (1644-1911) retorcida a prop\u00f3sito de uma escultura-instala\u00e7\u00e3o e vasos do neol\u00edtico toscamente pintados (com uma simplicidade de paleta que faz remeter ao norteamericano Allan McCollum) para apaziguar a sanha cr\u00edtica do observador indignado. As s\u00e9ries Furniture (2002) e Coloured Vases (2015) s\u00e3o de uma agudeza arrebatadora.<\/p>\n<\/div><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 60px 0 0 0;\"><\/div><\/div><\/div><div id=\"x-section-4\" class=\"x-section\" style=\"margin: 0px; padding: 0px;  background-color: transparent;\" ><div id=\"\" class=\"x-container\" style=\"margin: 0px auto; padding: 0px; width: 100%;\" ><div  class=\"x-column x-sm x-1-1\" style=\"padding: 0px; \" ><img  class=\"x-img x-img-none\" style=\"width: 100%; padding: 0px 0px 0px 0px !important;\" src=\"https:\/\/revistacentro.org\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/31.jpg\" ><\/div><\/div><\/div><div id=\"index\" class=\"x-section\" style=\"margin: 0px; padding: 0px 0px 45px;  background-color: #ffffff;\" ><div id=\"\" class=\"x-container max width\" style=\"margin: 0px auto; padding: 0px; \" ><div  class=\"x-column x-sm x-1-1\" style=\"padding: 0px; \" ><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 60px 0 0 0;\"><\/div><\/div><div id=\"\" class=\"x-container max width\" style=\"margin: 0px auto; padding: 0px; \" ><div  class=\"x-column x-sm x-1-1\" style=\"padding: 0px; \" ><div  class=\"x-columnize\" >\n<p>Reduzir o uso que Ai Weiwei faz desses itens a uma simples forma de iconoclastia, por\u00e9m, \u00e9 um reducionismo empobrecedor. Uma inquietante ambiguidade permeia o procedimento: por um lado, destruir rel\u00edquias (ou, antes, perverter seu estado) prop\u00f5e a morte da identidade cultural e, assim, se coloca criticamente em rela\u00e7\u00e3o ao papel apaziguador da chamada cultura oficial.<\/p>\n<p>No entanto, essa mesma chamada cultura oficial se constr\u00f3i de manifesta\u00e7\u00f5es individuais \u2013 no limite, portanto, Ai Weiwei tamb\u00e9m aniquila produtos da express\u00e3o humana, e abra\u00e7a um expediente do opressor.<\/p>\n<p>Diferentemente dos irm\u00e3os Chapman, por exemplo (que criaram interven\u00e7\u00f5es sobre gravuras originais de Goya), Ai Weiwei n\u00e3o utiliza obras de arte, mas artefatos culturais.<\/p>\n<p>Isso sugere uma abordagem mais ampla: n\u00e3o se trata de apenas ressignificar os objetos, nem de se apoderar de suas propriedades po\u00e9ticas conforme a \u00e9poca de sua concep\u00e7\u00e3o, lan\u00e7ando uma provoca\u00e7\u00e3o por anacronismo. <\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o em jogo ao mesmo tempo afirma a transcend\u00eancia do objeto e critica sua subsist\u00eancia. Em uma correla\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, a tradi\u00e7\u00e3o milenar chinesa n\u00e3o se oferece como op\u00e7\u00e3o \u00e0 repress\u00e3o do regime de Mao \u2013 e, a fortiori, nem vice-versa.<\/p>\n<p>O press release da Royal Academy afirma que o artista desafia conven\u00e7\u00f5es de valor e autenticidade da China moderna. Pode-se dizer, por\u00e9m, que esse desafio acontece apenas circunstancialmente, j\u00e1 que Ai Weiwei parece mirar muito al\u00e9m, e em termos mais universais: Ai Wei Wei exp\u00f5e as chagas de seu pa\u00eds usando os seus tesouros culturais, transfigura rel\u00edquias e acaba por indagar: o que vale mais, o objeto ou a pessoa? A arte (como mercadoria) ou o esp\u00edrito? <\/p>\n<p>E quando ele \u00e9 menos sutil, ainda assim n\u00e3o deixa de ser inteligente e honesto, como quando cria dioramas (S.A.C.R.E.D., 2013) do espa\u00e7o de seu cativeiro (de maneira um pouco auto-condescendente e literal) ou em provocadora escultura em pedra nobre reproduzindo uma c\u00e2mera da seguran\u00e7a (Surveillance Camera, 2010 \u2013 a escultura, ali\u00e1s, tem a mesma sedutora precis\u00e3o das esculturas de Iran do Esp\u00edrito Santo. Mas se o brasileiro nos convida a olhar para a pura forma do objeto e perceber o fascinante do prosaico, Ai Weiwei parece fazer uma piada sobre o fato de que um \u00edcone de nossa mesquinhez seja convertido em valiosa pe\u00e7a de museu).<\/p>\n<\/div><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 60px 0 0 0;\"><\/div><\/div><\/div><div id=\"x-section-6\" class=\"x-section\" style=\"margin: 0px; padding: 0px;  background-color: transparent;\" ><div id=\"\" class=\"x-container\" style=\"margin: 0px auto; padding: 0px; width: 100%;\" ><div  class=\"x-column x-sm x-1-1\" style=\"padding: 0px; \" ><img  class=\"x-img x-img-none\" style=\"width: 100%; padding: 0px 0px 0px 0px !important;\" src=\"https:\/\/revistacentro.org\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/2.jpg\" ><\/div><\/div><\/div><div id=\"index\" class=\"x-section\" style=\"margin: 0px; padding: 0px 0px 45px;  background-color: #ffffff;\" ><div id=\"\" class=\"x-container max width\" style=\"margin: 0px auto; padding: 0px; \" ><div  class=\"x-column x-sm x-1-1\" style=\"padding: 0px; \" ><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 60px 0 0 0;\"><\/div><\/div><div id=\"\" class=\"x-container max width\" style=\"margin: 0px auto; padding: 0px; \" ><div  class=\"x-column x-sm x-1-1\" style=\"padding: 0px; \" ><div  class=\"x-columnize\" >\n<p>Tamb\u00e9m quando Ai Weiwei exibe sua milit\u00e2ncia de forma, digamos, menos multifacetada, nota-se um consist\u00eancia de princ\u00edpio, que alia discurso pol\u00edtico ao deleite est\u00e9tico sem preju\u00edzo para nenhum dos lados: em Straight, obra que se desenvolve em instala\u00e7\u00e3o e v\u00eddeo, Ai Weiwei celebra a mem\u00f3ria dos milhares de mortos pelo terremoto de 2008 em Sichuan, notadamente as crian\u00e7as que morreram em uma escola, constru\u00edda pelo governo com crassos problemas estruturais.<\/p>\n<p>Ao lado de v\u00eddeo que registra a pesquisa envolvida, centenas de vigas de metal compradas como ferro-velho no canteiro de destro\u00e7os da escola foram meticulosamente retificadas e organizadas em um espa\u00e7o retangular, em que essas nove toneladas de ferro sugerem ondas, que visualmente s\u00e3o t\u00e3o sugestivas do desastre quanto a pr\u00f3pria aura (com perd\u00e3o por convocar algo de um tanto esot\u00e9rico) que emanam. Longas listas com nomes de v\u00edtimas do desastre, emolduradas ao redor da instala\u00e7\u00e3o, oferecem uma sensa\u00e7\u00e3o de drama contido, em que o suced\u00e2neo mais trivial da presen\u00e7a de uma pessoa, seu nome, cria a sensa\u00e7\u00e3o de que elas est\u00e3o ali, contemplando o belo amontoado de vigas met\u00e1licas conosco. <\/p>\n<p>Dispor os resqu\u00edcios de uma grande trag\u00e9dia de maneira t\u00e3o estudada e bela cria, em vez de uma provoca\u00e7\u00e3o, uma solenidade que trai os pr\u00f3prios fatos: aquele \u00e9 o produto final de um ciclo de convuls\u00e3o tel\u00farica e de domina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, de sismologia e gan\u00e2ncia; o produto para o qual olhamos sem respostas, mas que acrescenta veem\u00eancia a nossas perguntas.<\/p>\n<p>Todo hype, toda fama temerariamente un\u00e2nime, suscita tamb\u00e9m suspeita, assim como qualquer pecha de \u201cartista oficial\u201d conquistada \u00e0s custas de embates p\u00fablicos. Muitos baseiam nisso suas ressalvas contra o artista chin\u00eas, acreditando que ele navegue, malicioso, a mar\u00e9 de aten\u00e7\u00e3o recebida desde suas censuras e pris\u00f5es. <\/p>\n<p>De fato, pode at\u00e9 haver hype ao redor dele, mas h\u00e1 artista, e muito. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que o pr\u00f3prio establishment chin\u00eas mantenha uma rela\u00e7\u00e3o amb\u00edgua com Ai Weiwei. De resto, ele ter se tornado ub\u00edquo (e car\u00edssimo) \u00e9 apenas conseq\u00fc\u00eancia de uma cena carente de produ\u00e7\u00f5es com tanto a dizer, e dizendo-o t\u00e3o eficientemente.<\/p>\n<\/div><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 50px 0 0 0;\"><\/div><\/div><\/div><div id=\"x-section-8\" class=\"x-section\" style=\"margin: 0px; padding: 0px;  background-color: transparent;\" ><div id=\"\" class=\"x-container\" style=\"margin: 0px auto; padding: 0px; width: 100%;\" ><div  class=\"x-column x-sm x-1-1\" style=\"padding: 0px; \" ><img  class=\"x-img x-img-none\" style=\"width: 100%; padding: 0px 0px 0px 0px !important;\" src=\"https:\/\/revistacentro.org\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/4.jpg\" ><\/div><\/div><\/div><div id=\"index\" class=\"x-section\" style=\"margin: 0px; padding: 0px 0px 45px;  background-color: #ffffff;\" ><div id=\"\" class=\"x-container max width\" style=\"margin: 0px auto; padding: 0px; \" ><div  class=\"x-column x-sm x-1-2\" style=\"padding: 0px; \" ><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 80px 0 0 0;\"><div id=\"\" class=\"x-text none\" style=\"\" ><h6>Marcio Junji Sono,<\/h6>\n<p>\u00e9 bacharel em filosofia pela FFLCH\/USP e h\u00e1 13 anos atua em comunica\u00e7\u00e3o em artes visuais.<\/p>\n<\/div><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 60px 0 0 0;\"><div id=\"\" class=\"x-text\" style=\"\" ><p>LINKS SUGERIDOS:<\/p>\n<p>1. A exposi\u00e7\u00e3o continua em cartaz em ambiente digital, at\u00e9 30 de novembro de 2016. O site permite boa visualiza\u00e7\u00e3o com \u00f3culos de navega\u00e7\u00e3o imersiva. <a href=\"https:\/\/www.royalacademy.org.uk\/exhibition\/ai-weiwei-360\" target=\"_blank\">https:\/\/www.royalacademy.org.uk\/exhibition\/ai-weiwei-360<\/a><\/p>\n<p>2. V\u00eddeo em duas partes com entrevista feita pelo curador: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=KQfDjNSaGPo\" target=\"_blank\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=KQfDjNSaGPo<\/a><br \/>\nNa segunda parte ele fala do processo que resultou na obra Straight: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=iSu5DP4EQA8\" target=\"_blank\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=iSu5DP4EQA8<\/a><\/p>\n<\/div><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 50px 0 0 0;\"><\/div><div  class=\"x-column x-sm x-1-2\" style=\"padding: 0px; \" >&nbsp;<\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":2634,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"template-blank-4.php","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2581"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2581"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2581\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2666,"href":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2581\/revisions\/2666"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2634"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2581"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}