{"id":1311,"date":"2015-12-02T21:54:36","date_gmt":"2015-12-02T21:54:36","guid":{"rendered":"http:\/\/revistacentro.org\/?page_id=1311"},"modified":"2015-12-16T13:27:44","modified_gmt":"2015-12-16T13:27:44","slug":"casatempo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/casatempo\/","title":{"rendered":"CASA TEMPO &#8211; Tr\u00eas tempos em um tempo presente"},"content":{"rendered":"<div id=\"index\" class=\"x-section\" style=\"margin: 0px; padding: 0px 0px 45px;  background-color: #000000;\" ><div id=\"\" class=\"x-container max width\" style=\"margin: 0px auto; padding: 0px; \" ><div  class=\"x-column x-sm x-1-1\" style=\"padding: 0px; \" ><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 55px 0 0 0;\"><div id=\"\" class=\"x-text none\" style=\"\" ><h6><span style=\"color: #808080;\"><span style=\"color: #ffffff;\">POR <\/span><span style=\"color: #999999;\">BRUNA CANEPA<\/span><\/span><\/h6>\n<h6><\/h6>\n<\/div><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 2px 0 0 0;\"><div id=\"\" class=\"x-text none\" style=\"\" ><h1><span style=\"color: #ffffff;\">CASA TEMPO<\/span><\/h1>\n<\/div><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 4px 0 0 0;\"><div id=\"\" class=\"x-text none\" style=\"\" ><h3><span style=\"color: #999999;\">Tr\u00eas tempos em um tempo presente<\/span><\/h3>\n<\/div><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 40px 0 0 0;\"><\/div><\/div><div id=\"\" class=\"x-container max width\" style=\"margin: 0px auto; padding: 0px; \" ><div  class=\"x-column x-sm x-1-1\" style=\"padding: 0px; \" ><div  class=\"x-columnize\" >\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">A elabora\u00e7\u00e3o de uma casa ideal pode ser um trabalho para uma vida toda mas, paradoxalmente, esse ideal \u00e9 modificado diversas vezes ao longo deste mesmo processo. Como uma casa que est\u00e1 sempre em obras ou como habitar diferentes casas ao longo de uma vida, em uma tentativa de saciar o insaci\u00e1vel.<\/P><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">A casa Tempo \u00e9 constru\u00edda em faixas consecutivas, acompanhando cada d\u00e9cada de sua exist\u00eancia adulta. Cada faixa previamente habitada \u00e9 abandonada conforme o passar de sua respectiva d\u00e9cada. Faixas v\u00e3o aos poucos constituindo uma ru\u00edna, salientando que o passado se torna inabit\u00e1vel e distante.<\/P><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Nenhuma faixa antiga j\u00e1 habitada pode ser visitada novamente e apenas uma nova sec\u00e7\u00e3o pode ser constru\u00edda adiante. A casa \u00e9 simultaneamente uma casa-ru\u00edna, uma casa constru\u00edda e uma casa em constru\u00e7\u00e3o. Tr\u00eas tempos em um tempo presente. Com uma linearidade em velocidade constante, sem volta e em dire\u00e7\u00e3o ao futuro (que n\u00e3o \u00e9 infinito). Uma miniatura de uma linha do tempo sobre a hist\u00f3ria do universo.<\/P><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Aqui, a casa \u00e9 o reflexo espacial dos aspectos vigentes de seu habitante. Uma experi\u00eancia r\u00edgida e intensa; ao projet\u00e1-la, a miss\u00e3o \u00e9 o espa\u00e7o corresponder \u00e0s pr\u00f3prias complexidades e possibilidades do momento. A vida dita o aspecto da casa, e n\u00e3o o contr\u00e1rio. Estar nela significa enfrentar as pr\u00f3prias limita\u00e7\u00f5es e alcances de maneira f\u00edsica e constru\u00edda, refletidos no espa\u00e7o. No entanto, os desejos n\u00e3o s\u00e3o todos constru\u00eddos em forma de casa \u2013 alguns permanecem impalp\u00e1veis, potencializando os devaneios.<\/P><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">A primeira casa corresponde \u00e0 d\u00e9cada dos seus 20 anos e ainda n\u00e3o h\u00e1 nada constru\u00eddo. O volume \u00e9 largo e pouco preenchido, permitindo grande liberdade de a\u00e7\u00f5es em seus metros quadrados de ar sobrando. A\u00e7\u00f5es que a velocidade do corpo alcan\u00e7a e a euforia jovial consegue ocupar. Um cubo quase vazio, um homem s\u00f3.<\/P><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">A segunda faixa, dos seus 30 anos, \u00e9 uma fatia bastante reduzida. Viagens constantes s\u00e3o intercaladas com curtas perman\u00eancias na casa, que nesta etapa vira uma esp\u00e9cie de ponto sazonal para pequenas pausas entre aventuras. \u00c9 a idade mais n\u00f4made.<\/P><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">A terceira faixa, dos seus 40 anos, \u00e9 uma faixa mais labir\u00edntica. As a\u00e7\u00f5es do morador s\u00e3o inibidas nesta fase. Morar junto pode significar ceder \u00e0 pr\u00f3pria expressividade e, consequentemente, \u00e0 da casa tamb\u00e9m. Seu aspecto n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o contundente, e ela se torna mais confusa e subdividida. O espa\u00e7o agora \u00e9 compartilhado com sua nova fam\u00edlia. Movimentos e desejos de 3 pessoas juntas e diferentes, colidindo. Resultando em espa\u00e7os de m\u00faltiplas fun\u00e7\u00f5es e outros bem espec\u00edficos. H\u00e1 pouca liberdade, mas h\u00e1 mais calor.<\/P><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">A pr\u00f3xima faixa, dos 50 anos, \u00e9 a faixa mais iluminada de todas, apesar de mais fria. O morador est\u00e1 novamente sozinho e a casa volta a se expressar de maneira mais clara. H\u00e1 mais firmeza em seus espa\u00e7os, mais certeza em suas subdivis\u00f5es. Existe uma monotonia geom\u00e9trica, mas com certeiros espa\u00e7os de quebra. \u00c9 mais calma mas n\u00e3o menos instigante.<\/P><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">A faixa dos 60 \u00e9 um pequeno lote campestre. Um terreno recortado como uma obra de <em>land <\/em><em>art<\/em>. Dentro da \u00e1rea, uma pequena casa de campo se camufla atr\u00e1s da espessa camada de vegeta\u00e7\u00e3o. A vida \u00e9 praticamente centrada neste pequeno lote, como um cen\u00e1rio melanc\u00f3lico autossuficiente.<\/P><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Nos 70, a casa \u00e9 bem colada ao ch\u00e3o e t\u00ad\u00adodas as atividades s\u00e3o t\u00e9rreas. A apar\u00eancia externa \u00e9 a de uma rocha primitiva e monol\u00edtica. Por dentro, uma superf\u00edcie menos brusca, mais branda e de luz quente. Um pequeno esconderijo para fermentar boas ideias, com pequenas aberturas para o lado de fora. Debaixo de uma delas, a mesa de desenho. E a nova aventura \u00e9 captar a ess\u00eancia da pr\u00f3xima d\u00e9cada.<\/P><\/div><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 80px 0 0 0;\"><\/div><\/div><\/div><div id=\"x-section-2\" class=\"x-section\" style=\"margin: 0px; padding: 0px;  background-color: transparent;\" ><div id=\"\" class=\"x-container max width\" style=\"margin: 0px auto; padding: px 0px 0px; \" ><div  class=\"x-column x-sm x-1-1\" style=\"padding: 0px; \" ><img  class=\"x-img x-img-none\" style=\"width: 100%; padding: 0px 0px 0px 0px !important;\" src=\"https:\/\/revistacentro.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/casa-tempo_iso1.jpg\" ><\/div><\/div><\/div><div id=\"index\" class=\"x-section\" style=\"margin: 0px; padding: 0px 0px 45px;  background-color: #000000;\" ><div id=\"\" class=\"x-container max width\" style=\"margin: 0px auto; padding: 0px; \" ><div  class=\"x-column x-sm x-1-1\" style=\"padding: 0px; \" ><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 70px 0 0 0;\"><div id=\"\" class=\"x-text\" style=\"\" ><h6><span style=\"color: #ffffff;\">Bruna Canepa,<\/span><\/h6>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">arquiteta formada pela Escola da Cidade (S\u00e3o Paulo) e artista gr\u00e1fica.<\/span><\/p>\n<\/div><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 70px 0 0 0;\"><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 2px 0 0 0;\"><\/div><\/div><div id=\"\" class=\"x-container max width\" style=\"margin: 0px auto; padding: 0px; \" ><div  class=\"x-column x-sm x-1-1\" style=\"padding: 0px; \" ><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 80px 0 0 0;\"><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":1570,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"template-blank-4.php","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1311"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1311"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1311\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2250,"href":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1311\/revisions\/2250"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1570"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1311"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}