{"id":1309,"date":"2015-12-02T21:53:56","date_gmt":"2015-12-02T21:53:56","guid":{"rendered":"http:\/\/revistacentro.org\/?page_id=1309"},"modified":"2015-12-17T04:13:58","modified_gmt":"2015-12-17T04:13:58","slug":"oto","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/oto\/","title":{"rendered":"SOB O MAGMA &#8211; O projeto do OTO Arquitectos destru\u00eddo pelo vulc\u00e3o na Ilha do Fogo, Cabo Verde; uma par\u00e1bola da transitoriedade da arquitetura"},"content":{"rendered":"<div id=\"x-section-1\" class=\"x-section\" style=\"margin: 0px; padding: 0px;  background-color: transparent;\" ><div id=\"\" class=\"x-container\" style=\"margin: 0px auto; padding: px 0px 0px; \" ><div  class=\"x-column x-sm x-1-1\" style=\"padding: 0px; \" ><img  class=\"x-img x-img-none\" style=\"width: 100%; padding: 0px 0px 0px 0px !important;\" src=\"https:\/\/revistacentro.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/62b.jpg\" ><\/div><\/div><\/div><div id=\"index\" class=\"x-section\" style=\"margin: 0px; padding: 0px 0px 45px;  background-color: #000000;\" ><div id=\"\" class=\"x-container max width\" style=\"margin: 0px auto; padding: 0px; \" ><div  class=\"x-column x-sm x-1-1\" style=\"padding: 0px; \" ><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 30px 0 0 0;\"><div id=\"\" class=\"x-text none\" style=\"\" ><p><h6><span style=\"color: #808080;\"><span style=\"color: #ffffff;\">POR <\/span><span style=\"color: #999999;\">EDUARDO LOGULLO<\/span><\/span><\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6><span style=\"color: #808080;\"><span style=\"color: #ffffff;\">FOTOS <\/span><span style=\"color: #999999;\">FERNANDO GUERRA<\/span><\/span><\/h6>\n<h6><span style=\"color: #808080;\"><span style=\"color: #ffffff;\">PROJETO <\/span><span style=\"color: #999999;\">OTO ARQUITECTOS<\/span><\/span><\/h6>\n<\/div><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 5px 0 0 0;\"><div id=\"\" class=\"x-text none\" style=\"\" ><h1><span style=\"color: #ffffff;\">SOB O MAGMA<\/span><\/h1>\n<\/div><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 4px 0 0 0;\"><div id=\"\" class=\"x-text none\" style=\"\" ><h3><span style=\"color: #999999;\">O projeto do OTO Arquitectos destru\u00eddo pelo vulc\u00e3o na Ilha do Fogo, Cabo Verde; uma par\u00e1bola da transitoriedade da arquitetura<\/span><\/h3>\n<\/div><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 40px 0 0 0;\"><\/div><\/div><div id=\"\" class=\"x-container max width\" style=\"margin: 0px auto; padding: 0px; \" ><div  class=\"x-column x-sm x-1-1\" style=\"padding: 0px; \" ><div  class=\"x-columnize\" >\n<p style=\"color: #ffffff;\">Cabo Verde, arquip\u00e9lago composto por dez ilhas na costa africana; pa\u00eds independente desde a d\u00e9cada de 70, ex-col\u00f4nia portuguesa, antigo entreposto do tr\u00e1fico de escravos, territ\u00f3rio quase esquecido do mundo, dez pequenos pontos escondidos no mapa-m\u00fandi, ilhas sobrevoadas na metade do trajeto a\u00e9reo das rotas internacionais entre Brasil e Europa, umbigo musical que gerou a grandiosa Ces\u00e1ria \u00c9vora. Um dos lugares mais interessantes do planeta. Ainda bem que poucos sabem disso. Ainda bem que continua complicado chegar l\u00e1.<\/p>\n<p style=\"color: #ffffff;\">Existem quatro pequen\u00edssimos aeroportos internacionais para receber os visitantes: Ilhas do Sal e de Santiago (onde fica Praia, a capital cabo-verdiana), al\u00e9m de Boa Vista e S\u00e3o Vicente (inaugurados mais recentemente, em 2007 e 2009). Internamente, as ilhas s\u00e3o interligadas por linhas mar\u00edtimas e a\u00e9reas. Mas ningu\u00e9m pense que isto significa facilidade. Ou se enfrenta ondas e mar agitado, em barcos e ferries, que, digamos assim, provocam tremores e temores; ou se enfrenta ventos e turbul\u00eancias em pequenos avi\u00f5es das rotas internas. D\u00e1 medo? Sim. Mas viajar n\u00e3o seria tamb\u00e9m se aventurar? Ora, pois.<\/p>\n<p style=\"color: #ffffff;\">Cada ilha de Cabo Verde parece ter personalidade e atra\u00e7\u00f5es diferentes. Se for o caso de escolher umas quatro ou cinco para visitar, a indica\u00e7\u00e3o seria conhecer Santiago, Brava, Sal e Fogo. Se tiver que escolher apenas duas, Santiago e Fogo. Estive em cinco ilhas por duas semanas, alguns anos atr\u00e1s. Lembran\u00e7as que jamais sa\u00edram da mem\u00f3ria: ritmos, pessoas, sotaques, idioma crioulo, portugu\u00eas quase incompreens\u00edvel, quadris sempre em movimento, mares, areias, ventos, \u00e1gua l\u00edmpidas, sorrisos, calores, humores, frutas. Ouvir uma \u201cmorna\u201d \u2013 termo local para as can\u00e7\u00f5es regionais de compassos mais lentos e letras rom\u00e2nticas \u2013 \u00e9 ser envolvido pelo halo de encanto de Cabo Verde. Meio inexplic\u00e1vel. Melhor assim.<\/p>\n<p style=\"color: #ffffff;\">E decidi conhecer a Ilha do Fogo, talvez a de forma\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica mais bela: o local surgiu da goela de um vulc\u00e3o ainda ativo. Fogo resulta de magma, lava, petrifica\u00e7\u00e3o das entranhas da Terra. Complicado chegar at\u00e9 l\u00e1. H\u00e1 um sistema de ferries de Santiago-Fogo-Brava, e voos apenas a partir de Santiago. A aproxima\u00e7\u00e3o da ilha j\u00e1 provoca impacto visual de magnitude rara: uma forma\u00e7\u00e3o montanhosa, c\u00f4nica, abrupta, escura e imponente no meio do Atl\u00e2ntico. O litoral rochoso deixa d\u00favidas sobre como ser\u00e1 atracar a embarca\u00e7\u00e3o naquelas paredes de pedra vulc\u00e2nica a\u00e7oitadas pelo mar e pelo vento. Mas tudo acontece em uma sali\u00eancia costeira adaptada como ponto de recep\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es que trazem visitantes, cargas e mantimentos \u00e0quela ilha na qual se plantando, quase nada d\u00e1. Solos vulc\u00e2nicos t\u00eam caracter\u00edsticas geol\u00f3gicas moldadas na dureza e no sil\u00eancio da rocha que um dia foi triturada at\u00e9 voltar a ser rocha.<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><div id=\"\" class=\"x-container max width\" style=\"margin: 0px auto; padding: 0px; \" ><div  class=\"x-column x-sm x-1-1\" style=\"padding: 0px; \" ><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 60px 0 0 0;\"><\/div><\/div><\/div><div id=\"x-section-3\" class=\"x-section\" style=\"margin: 0px; padding: 0px;  background-color: transparent;\" ><div id=\"\" class=\"x-container\" style=\"margin: 0px auto; padding: px 0px 0px; \" ><div  class=\"x-column x-sm x-1-1\" style=\"padding: 0px; \" ><img  class=\"x-img x-img-none\" style=\"width: 100%; padding: 0px 0px 0px 0px !important;\" src=\"https:\/\/revistacentro.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/108a.jpg\" ><img  class=\"x-img x-img-none\" style=\"width: 100%; padding: 0px 0px 0px 0px !important;\" src=\"https:\/\/revistacentro.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/fernando1.jpg\" ><\/div><\/div><\/div><div id=\"index\" class=\"x-section\" style=\"margin: 0px; padding: 0px 0px 45px;  background-color: #000000;\" ><div id=\"\" class=\"x-container max width\" style=\"margin: 0px auto; padding: 0px; \" ><div  class=\"x-column x-sm x-1-1\" style=\"padding: 0px; \" ><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 50px 0 0 0;\"><\/div><\/div><div id=\"\" class=\"x-container max width\" style=\"margin: 0px auto; padding: 0px; \" ><div  class=\"x-column x-sm x-1-2\" style=\"padding: 0px; \" ><div id=\"\" class=\"x-text none\" style=\"\" ><p style=\"color: #ffffff;\">E foi na Ilha do Fogo que o escrit\u00f3rio portugu\u00eas de arquitetura OTO desenhou um projeto premiado, exatamente em Ch\u00e3 das Caldeiras \u2013 que vem a ser a pr\u00f3pria caldeira, hoje delimitada como Parque Natural do Fogo, de um vulc\u00e3o de 2829m de altura. A \u00e1rea era um baixio habitado havia 150 anos. Sua popula\u00e7\u00e3o sobrevivera a erup\u00e7\u00f5es anteriores, tornando-se um povo aparentemente imune a lavas e enxofres, isolada do restante da ilha e em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias: sem sistema de \u00e1gua nem rede el\u00e9trica. Pareciam habitar outro planeta, como em uma fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica encravada em Cabo Verde.<\/p>\n<p style=\"color: #ffffff;\">O objetivo do escrit\u00f3rio portugu\u00eas, conta o arquiteto Andr\u00e9 Castro Santos, \u201cEra criar um ponto de interesse no lugar, al\u00e9m de criar condi\u00e7\u00f5es para a monitoriza\u00e7\u00e3o do vulc\u00e3o e do Parque Natural\u201d. Trabalharam dentro da caldeira de um vulc\u00e3o e imaginavam riscos, embora desconhecessem as concretas chances de uma nova poss\u00edvel erup\u00e7\u00e3o. O financiador do projeto, uma joint venture de capital alem\u00e3o e o Governo de Cabo Verde, sabia que vulc\u00e3o n\u00e3o dava sinais de atividade h\u00e1 15 anos. Supunha-se que a imensa goela de rocha negra estivesse apagada nas entranhas da Terra.<\/p>\n<p style=\"color: #ffffff;\">O edif\u00edcio se formava em  uma arquitetura mim\u00e9tica, pensando a inser\u00e7\u00e3o na paisagem: parecia emergir do ch\u00e3o como rocha vulc\u00e2nica. \u201cNossa inspira\u00e7\u00e3o come\u00e7ou na estrada que atravessa Ch\u00e3 das Caldeiras que, por vezes, funde-se e, em outras, sobressai. Quer\u00edamos um edif\u00edcio aberto e desenhamos esse misto de edifica\u00e7\u00e3o com p\u00e1tios que se fundiam na topografia natural do terreno; assim, qualquer pessoa poderia circular livremente pelo edif\u00edcio mesmo quando estivesse fechado\u201d, descreve Andr\u00e9 Castro.<\/p>\n<\/div><\/div><div  class=\"x-column x-sm x-1-2\" style=\"padding: 0px; \" ><div id=\"\" class=\"x-text none\" style=\"\" ><p style=\"color: #ffffff;\">Do o projeto \u00e0 inaugura\u00e7\u00e3o, foram sete anos cabal\u00edsticos \u2013 e demorados. Inicialmente eram apenas 300 m\u00b2 e inclu\u00eda apenas espa\u00e7o para museu e salas de trabalho para os t\u00e9cnicos do Parque Natural do Fogo. Por\u00e9m, os arquitetos quiseram incluir a popula\u00e7\u00e3o de Ch\u00e3 das Caldeiras. A popula\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de isolada, n\u00e3o contava com equipamentos p\u00fablicos de lazer ou entretenimento cultural. \u201cCom o envolvimento da popula\u00e7\u00e3o no processo, o projeto passou a ter 1.000 m\u00b2. Demorou tr\u00eas anos para surgir um novo financiamento. Em mar\u00e7o de 2014 foi inaugurado\u201d.<\/p>\n<\/div><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 50px 0 0 0;\"><div  class=\"x-video player youtube\" data-x-element-mejs=\"{&quot;poster&quot;:&quot;&quot;}\"  data-x-video-options=''><div class=\"x-video-inner video\/youtube \"><video class=\"x-mejs has-stack-styles\" preload=\"auto\"><source src=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=DeLUGn7qYP8\" type=\"video\/youtube\"><\/video><\/div><\/div><div id=\"\" class=\"x-text none\" style=\"\" ><p style=\"color: #ffffff;\">(Cesaria Evora &#8211; Petit Pays, 1994)<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><div id=\"\" class=\"x-container max width\" style=\"margin: 0px auto; padding: 0px; \" ><div  class=\"x-column x-sm x-1-1\" style=\"padding: 0px; \" ><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 60px 0 0 0;\"><\/div><\/div><\/div><div id=\"x-section-5\" class=\"x-section\" style=\"margin: 0px; padding: 0px;  background-color: transparent;\" ><div id=\"\" class=\"x-container\" style=\"margin: 0px auto; padding: px 0px 0px; \" ><div  class=\"x-column x-sm x-1-1\" style=\"padding: 0px; \" ><img  class=\"x-img x-img-none\" style=\"width: 100%; padding: 0px 0px 0px 0px !important;\" src=\"https:\/\/revistacentro.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/136a.jpg\" ><\/div><\/div><\/div><div id=\"index\" class=\"x-section\" style=\"margin: 0px; padding: 0px 0px 45px;  background-color: #000000;\" ><div id=\"\" class=\"x-container max width\" style=\"margin: 0px auto; padding: 0px; \" ><div  class=\"x-column x-sm x-1-1\" style=\"padding: 0px; \" ><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 50px 0 0 0;\"><\/div><\/div><div id=\"\" class=\"x-container max width\" style=\"margin: 0px auto; padding: 0px; \" ><div  class=\"x-column x-sm x-1-2\" style=\"padding: 0px; \" ><div id=\"\" class=\"x-text none\" style=\"\" ><p style=\"color: #ffffff;\">Entretanto, meses depois da inaugura\u00e7\u00e3o, ocorreu o que ningu\u00e9m contava: o vulc\u00e3o tremou, rosnou, cuspiu fogo e vomitou lava. Uma erup\u00e7\u00e3o potente, tr\u00e1gica e assustadora, que dizimou aldeias inteiras e as planta\u00e7\u00f5es de uva \u2013 \u00fanico meio de subsist\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o. A vis\u00e3o desoladora do edif\u00edcio envolto por lava petrificada parecia uma par\u00e1bola da transitoriedade da arquitetura. Nem toda constru\u00e7\u00e3o tem garantia de perman\u00eancia. A imperman\u00eancia ronda todas as nossas a\u00e7\u00f5es, ideias, realiza\u00e7\u00f5es, abstra\u00e7\u00f5es e concretiza\u00e7\u00f5es? Possivelmente. \u201cSim\u201d, diria o vulc\u00e3o da Ilha do Fogo, em gargalhada sinistra que poucos ouviriam.<\/p>\n<p style=\"color: #ffffff;\">Mas o edif\u00edcio do escrit\u00f3rio OTO, apesar de destru\u00eddo, ganhou visibilidade exatamente depois da erup\u00e7\u00e3o. Pela precis\u00e3o do desenho e a rela\u00e7\u00e3o com a paisagem, foi contemplado pelo ArchDaily Building of the Year Awards como melhor arquitetura cultural em 2015. A cr\u00f4nica da morte n\u00e3o anunciada tornou-se refer\u00eancia vision\u00e1ria. O edif\u00edcio do Parque Natural da Ilha do Fogo hoje tem uma perman\u00eancia surgida de sua exist\u00eancia transit\u00f3ria. Claro que essa hist\u00f3ria traz beleza, mist\u00e9rio e at\u00e9 a estranheza do senso de compreens\u00e3o sobre a pr\u00f3pria fugacidade da vida. Viva o \u00edgneo. Viva o vulc\u00e3o da Ilha do Fogo.<\/p>\n<\/div><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 20px 0 0 0;\"><\/div><div  class=\"x-column x-sm x-1-2\" style=\"padding: 0px; \" ><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 50px 0 0 0;\"><div  class=\"x-video player youtube\" data-x-element-mejs=\"{&quot;poster&quot;:&quot;&quot;}\"  data-x-video-options=''><div class=\"x-video-inner video\/youtube \"><video class=\"x-mejs has-stack-styles\" preload=\"auto\"><source src=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?time_continue=48&#038;v=bMHoFed_yJU\" type=\"video\/youtube\"><\/video><\/div><\/div><\/div><\/div><div id=\"\" class=\"x-container max width\" style=\"margin: 0px auto; padding: 0px; \" ><div  class=\"x-column x-sm x-1-1\" style=\"padding: 0px; \" ><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 50px 0 0 0;\"><div id=\"\" class=\"x-text\" style=\"\" ><h6><span style=\"color: #ffffff;\">Eduardo Logullo,<\/span><\/h6>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">jornalista, escritor e roteirista. Seu mais recente livro \u00e9 <em>Aracy de Almeida: n\u00e3o tem tradu\u00e7\u00e3o<\/em> (S\u00e3o Paulo: Veneta, 2015).<\/span><\/p>\n<\/div><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 10px 0 0 0;\"><div id=\"\" class=\"x-text\" style=\"\" ><h6><span style=\"color: #ffffff;\">Fernando Guerra,<\/span><\/h6>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">fotografo portugu\u00eas especializado em arquitetura.<\/span><\/p>\n<\/div><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 10px 0 0 0;\"><div id=\"\" class=\"x-text\" style=\"\" ><h6><span style=\"color: #ffffff;\">Oto Arquitetos,<\/span><\/h6>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">escrit\u00f3rio portugu\u00eas dos s\u00f3cios Andr\u00e9 Castro Santos, Miguel Ribeiro de Carvalho, Nuno Teixeira Martins e Ricardo Vicente, em Lisboa.<\/span><\/p>\n<\/div><hr  class=\"x-gap\" style=\"margin: 50px 0 0 0;\"><\/div><\/div><\/div><div id=\"x-section-7\" class=\"x-section\" style=\"margin: 0px; padding: 0px;  background-color: transparent;\" ><div id=\"\" class=\"x-container\" style=\"margin: 0px auto; padding: px 0px 0px; \" ><div  class=\"x-column x-sm x-1-1\" style=\"padding: 0px; \" ><img  class=\"x-img x-img-none\" style=\"width: 100%; padding: 0px 0px 0px 0px !important;\" src=\"https:\/\/revistacentro.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/35a.jpg\" ><img  class=\"x-img x-img-none\" style=\"width: 100%; padding: 0px 0px 0px 0px !important;\" src=\"https:\/\/revistacentro.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/69a.jpg\" ><img  class=\"x-img x-img-none\" style=\"width: 100%; padding: 0px 0px 0px 0px !important;\" src=\"https:\/\/revistacentro.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/282a.jpg\" ><img  class=\"x-img x-img-none\" style=\"width: 100%; padding: 0px 0px 0px 0px !important;\" src=\"https:\/\/revistacentro.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/fernando.jpg\" ><img  class=\"x-img x-img-none\" style=\"width: 100%; padding: 0px 0px 0px 0px !important;\" src=\"https:\/\/revistacentro.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/174a1.jpg\" ><img  class=\"x-img x-img-none\" style=\"width: 100%; padding: 0px 0px 0px 0px !important;\" src=\"https:\/\/revistacentro.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/73a1.jpg\" ><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":1780,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"template-blank-4.php","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1309"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1309"}],"version-history":[{"count":23,"href":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1309\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2260,"href":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1309\/revisions\/2260"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1780"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacentro.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1309"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}